SALMANTICA SEDES ANTIQUA CASTRORUM
45 minutos
Salmantica Sedes Antiqua Castrorum é o Centro de Interpretação das muralhas de Salamanca. Localiza-se na Calle Carvajal, em frente à Cueva de Salamanca. É uma sala arqueológica com vestígios in situ de dois dos recintos defensivos que a cidade possuiu. A musealização do espaço permite-nos saber quando foram construídas e como eram as muralhas que defenderam a cidade ao longo dos seus quase três mil anos de história.
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Preço visita livre
- Individual - 0.00 €
Os trabalhos arqueológicos realizados em 1999 trouxeram à luz o troço mais amplo conhecido até à data do recinto defensivo da Segunda Idade do Ferro. Igualmente, documentou-se uma ampla sequência de ocupação nesta parte da urbe desde o século IV a.C. até bem entrada a época romana.
No terreno vemos os vestígios de duas muralhas. A muralha castreja, construída há cerca de 2400 anos e, adjacente à mesma, a muralha medieval ou Cerca Vieja do século XII. A Cerca Vieja estende-se paralelamente e em parte sobrepõe-se à muralha pré-romana.
O povoado castrejo, localizado sobre o denominado Teso de las Catedrales, controlava o vau do Tormes sobre o qual mais tarde os romanos ergueram a Ponte Romana. Os habitantes do castro construíram uma monumental muralha que defendeu a cidade entre o século IV a.C. e a conquista romana. Os troços descobertos até à data permitem ir delimitando o seu perímetro. Tinha um percurso de aproximadamente 1,6 km e fechava uma superfície de 17 hectares. As suas portas eram defendidas com cubos e nos locais mais acessíveis era reforçada com um fosso escavado na rocha. Conservam-se 32 metros de comprimento desse recinto defensivo que se estende no sentido norte-sul. O troço que vemos desde o centro de interpretação corresponde ao paramento interno da muralha pré-romana, uma vez que a face externa ficou oculta ao ser construída sobre ela a muralha medieval no século XII. Tratava-se de uma imponente defesa cuja largura oscilava entre os 3,5 e os 7m.
Também foi documentada aqui a chamada Cerca Vieja, a muralha construída no início do século XII, quando os reis de Leão repovoaram a cidade. Esta nova muralha medieval seguiu nesta zona praticamente o mesmo traçado que a pré-romana.
No terreno vemos os vestígios de duas muralhas. A muralha castreja, construída há cerca de 2400 anos e, adjacente à mesma, a muralha medieval ou Cerca Vieja do século XII. A Cerca Vieja estende-se paralelamente e em parte sobrepõe-se à muralha pré-romana.
O povoado castrejo, localizado sobre o denominado Teso de las Catedrales, controlava o vau do Tormes sobre o qual mais tarde os romanos ergueram a Ponte Romana. Os habitantes do castro construíram uma monumental muralha que defendeu a cidade entre o século IV a.C. e a conquista romana. Os troços descobertos até à data permitem ir delimitando o seu perímetro. Tinha um percurso de aproximadamente 1,6 km e fechava uma superfície de 17 hectares. As suas portas eram defendidas com cubos e nos locais mais acessíveis era reforçada com um fosso escavado na rocha. Conservam-se 32 metros de comprimento desse recinto defensivo que se estende no sentido norte-sul. O troço que vemos desde o centro de interpretação corresponde ao paramento interno da muralha pré-romana, uma vez que a face externa ficou oculta ao ser construída sobre ela a muralha medieval no século XII. Tratava-se de uma imponente defesa cuja largura oscilava entre os 3,5 e os 7m.
Também foi documentada aqui a chamada Cerca Vieja, a muralha construída no início do século XII, quando os reis de Leão repovoaram a cidade. Esta nova muralha medieval seguiu nesta zona praticamente o mesmo traçado que a pré-romana.
O percurso estrutura-se em quatro espaços, nos quais, através de painéis e ecrãs interativos, poderemos conhecer as etapas de construção das muralhas salmantinas:
1.- Átrio de entrada
O átrio é um miradouro que nos permite contemplar as duas muralhas descobertas nas escavações arqueológicas realizadas neste terreno em 1999. A muralha do castro pré-romano e a Cerca Vieja ou primeira cerca medieval (séc. XII). Um ecrã explica os vestígios descobertos durante as escavações arqueológicas realizadas no local.
Aqui, várias infografias contam-nos o valor simbólico das muralhas e mostram-nos, de forma resumida, as sucessivas defesas que a cidade possuiu ao longo da sua dilatada história.
2.- Corredor da muralha
Este corredor corre paralelo à muralha pré-romana. À nossa direita podemos ver 32 metros do pano interior da muralha castreja, que se estende em direção norte-sul. Está construída com blocos irregulares de arenito e a altura máxima conservada é de 2,90 m.
Nos cartazes situados na parede da esquerda informa-se o visitante sobre os dois povoados que existiram no terreno da antiga Salamanca durante o primeiro milénio antes de Cristo. O povoado do Cerro de San Vicente, correspondente à Cultura do Soto de Medinilla, e o castro pré-romano localizado no Teso de las Catedrales a partir do séc. IV a.C.
3.- Sala principal
Os cartazes mostram a evolução da cidade e das suas muralhas desde o repovoamento medieval, no século XII, até às fortificações napoleónicas de princípios do século XIX.
Um grande painel recria como teria sido o castro pré-romano quando foi conquistado por Aníbal no ano 220 a.C. Episódio relatado pelo historiador grego Políbio, que nos diz: “… e no verão seguinte, dirigindo-se de novo sobre os vacceus, atacando-a em marcha, apoderou-se de Helmantiké”. Com esta citação, a primeira referência escrita sobre a nossa cidade, Salamanca entrou na história.
A sala principal conta com dois ecrãs interativos com a explicação de cada zona.
• O primeiro ecrã oferece três percursos virtuais: Salamanca antiga, a Via da Prata e o património arqueológico nas margens do Tormes.
• O segundo expõe, através de fotos e vídeos, as fortificações da província: pré-romanas, medievais, modernas e contemporâneas.
Nesta sala são mostrados alguns vestígios arqueológicos (moinho circular, silhar e inscrições romanas) e réplicas de cerâmicas celtiberas.
4.- Jardim do Hotel Don Gregorio
A porta gradeada situada imediatamente por baixo do Centro de Interpretação dá acesso ao jardim do hotel Don Gregorio. Do interior deste pode-se ver um troço bem conservado da face externa da Cerca Vieja. Trata-se de um troço de 32 metros de comprimento em cujo extremo norte sobressai um torreão quadrangular de cerca de 5m de comprimento.
1.- Átrio de entrada
O átrio é um miradouro que nos permite contemplar as duas muralhas descobertas nas escavações arqueológicas realizadas neste terreno em 1999. A muralha do castro pré-romano e a Cerca Vieja ou primeira cerca medieval (séc. XII). Um ecrã explica os vestígios descobertos durante as escavações arqueológicas realizadas no local.
Aqui, várias infografias contam-nos o valor simbólico das muralhas e mostram-nos, de forma resumida, as sucessivas defesas que a cidade possuiu ao longo da sua dilatada história.
2.- Corredor da muralha
Este corredor corre paralelo à muralha pré-romana. À nossa direita podemos ver 32 metros do pano interior da muralha castreja, que se estende em direção norte-sul. Está construída com blocos irregulares de arenito e a altura máxima conservada é de 2,90 m.
Nos cartazes situados na parede da esquerda informa-se o visitante sobre os dois povoados que existiram no terreno da antiga Salamanca durante o primeiro milénio antes de Cristo. O povoado do Cerro de San Vicente, correspondente à Cultura do Soto de Medinilla, e o castro pré-romano localizado no Teso de las Catedrales a partir do séc. IV a.C.
3.- Sala principal
Os cartazes mostram a evolução da cidade e das suas muralhas desde o repovoamento medieval, no século XII, até às fortificações napoleónicas de princípios do século XIX.
Um grande painel recria como teria sido o castro pré-romano quando foi conquistado por Aníbal no ano 220 a.C. Episódio relatado pelo historiador grego Políbio, que nos diz: “… e no verão seguinte, dirigindo-se de novo sobre os vacceus, atacando-a em marcha, apoderou-se de Helmantiké”. Com esta citação, a primeira referência escrita sobre a nossa cidade, Salamanca entrou na história.
A sala principal conta com dois ecrãs interativos com a explicação de cada zona.
• O primeiro ecrã oferece três percursos virtuais: Salamanca antiga, a Via da Prata e o património arqueológico nas margens do Tormes.
• O segundo expõe, através de fotos e vídeos, as fortificações da província: pré-romanas, medievais, modernas e contemporâneas.
Nesta sala são mostrados alguns vestígios arqueológicos (moinho circular, silhar e inscrições romanas) e réplicas de cerâmicas celtiberas.
4.- Jardim do Hotel Don Gregorio
A porta gradeada situada imediatamente por baixo do Centro de Interpretação dá acesso ao jardim do hotel Don Gregorio. Do interior deste pode-se ver um troço bem conservado da face externa da Cerca Vieja. Trata-se de um troço de 32 metros de comprimento em cujo extremo norte sobressai um torreão quadrangular de cerca de 5m de comprimento.