Salamanca
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IERONIMUS

1 hora 30 minutos

Em 2002, por motivo da Capital Europeia da Cultura, as torres da Catedral de Salamanca abriram as suas portas ao público com a exposição Ieronimus. O percurso toma o seu nome de Jerónimo de Perigueux (c. 1060‑1120), clérigo francês e capelão do Cid Campeador, que foi nomeado bispo de Salamanca em 1102, em plena repovoação cristã promovida pelo rei Afonso VI.

A visita permite adentrar-se nas torres medievais e percorrer terraços, plataformas e aposentos de ambas as catedrais, oferecendo uma perspetiva única do conjunto catedralício. Destes espaços elevados desfrutam-se vistas espetaculares da cidade e acede-se a recantos que habitualmente permanecem ocultos. O itinerário permite contemplar de perto a emblemática Torre do Galo, subir à Torre Campanário ou espreitar o interior da Catedral Nova de uma varanda privilegiada.

Hojete, Ierónimus consolidou-se como um dos espaços mais visitados de Salamanca e uma das suas propostas culturais mais emblemáticas, combinando história, arquitetura e uma experiência visual incomparável. Ao finalizar a visita, compreende-se que não se percorreu apenas um monumento: atravessaram-se seiscentos anos de história e arte condensados nas Catedrais de Salamanca.

As Torres da Catedral são um dos emblemas de Salamanca. De longe desenham o perfil da cidade e marcam o seu horizonte; de perto, com quase cem metros de altura, impõem-se com rotundidade sobre o tecido urbano do centro histórico. Percorrer o seu interior permite-nos descobrir a história da sua construção e adentrarmo-nos em nove séculos de arte e história através da exposição Ieronimus.

A origem desta fascinante proposta remonta ao final do século XX, quando começaram os trabalhos de restauro das torres da catedral. Pouco depois, a colaboração entre o Cabido Catedralício e a Câmara Municipal de Salamanca permitiu abrir ao público um novo espaço patrimonial que recebeu o nome do primeiro prelado da diocese restaurada em 1102. Ao longo de mais de vinte anos, os espaços visitáveis foram ampliados e os conteúdos expositivos têm sido renovados constantemente.

Ieronimus não é apenas um percurso pelo interior das torres da Catedral de Salamanca; é, sobretudo, uma viagem através da história da arte ocidental e uma imersão nas entranhas desses prodigiosos engenhos arquitetónicos que são as catedrais. O itinerário aproxima-nos do trabalho de arquitetos, pedreiros, vitralistas e todos aqueles artesãos e artistas que durante séculos modelaram estes espaços. Contemplar o seu legado inevitavelmente leva-nos a questionar por que realizaram um trabalho tão meticuloso em espaços inacessíveis para quem não fazia parte da vida da Catedral.

A medida que avançamos, cada estância surpreende mais que a anterior. A primeira grande maravilha é ver a Catedral Velha da Sala do Alcaide: através de uma janela geminada abre-se uma vista panorâmica magnífica do templo, com o retábulo dos irmãos Delli ao fundo. O acesso ao terraço exterior da Torre Mocha constitui por si só um espetáculo: os dois templos catedralícios desdobram-se diante de nós, com ameias, arcobotantes e pináculos que narram séculos de arquitetura religiosa. Destacam-se especialmente o zimbório da Catedral Velha —a célebre Torre do Galo— e, sobre ele, recortada no céu, a cúpula da Catedral Nova. Só por este momento a subida já teria valido a pena, mas o percurso continua, sempre surpreendente. Ieronimus parece inesgotável, a cada poucos anos oferece novas estâncias e experiências.

Percorrer a plataforma situada aos pés da Catedral Nova oferece uma vista imponente do templo novo. Subir pela escadaria em caracol até ao terraço da fachada ocidental da Catedral Nova é debruçar-se sobre a melhor “varanda” da cidade. Salamanca estende-se sob os nossos pés: desde o Cerro de São Vicente, origem da cidade, passando pela Universidade, o Colégio Maior Fonseca, o antigo Colégio dos Jesuítas e a Praça de Anaya com o Colégio Maior de Anaya, até finalizar com o Convento de São Estêvão.

Ao avançar pelo terraço, uma pequena porta aberta no imafronte da Catedral Nova conduz à subcobertura, um espaço até agora oculto e vedado ao público. Uma passarela permite caminhar sobre o extradorso da abóbada da nave central e sob as coberturas do templo. Ali, uma belíssima projeção audiovisual convida a “voar” sobre a catedral e a descobrir detalhes invisíveis do chão.

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Catedral Conjunto de interesse
Edifício religioso: Igrejas, conventos, mesquitas, sinagogas e templos
Igreja
lugar histórico
Miradouro
Património da Humanidade
Ponto de interesse turístico
Torre
Preço visita livre
  • Individual - 4.00 €
  • Grupos (Número mínimo: 20) - 3.50 €
  • Niños (Edad máxima: 10) - 0.00 €