PALÁCIO EPISCOPAL
1 horaPreço visita livre
- Individual - 10.00 €
O atual Palácio Episcopal ocupa o terreno da primitiva residência do bispo, cujas origens remontavam ao século XIV, embora tivesse sido objeto de numerosas reformas ao longo dos séculos. Perante a ameaça de iminente ruína que apresentava no final do século XIX, decidiu-se demolir e substituí-lo por um edifício de nova planta. O Padre Cámara encarregou o projeto ao arquiteto diocesano José Secall y Asión. O velho palácio foi demolido em 1887 e as obras do novo edifício prolongaram-se até 1889, sendo inaugurado no ano seguinte.
Uma curiosidade sobre o Palácio Episcopal é que, durante a Guerra Civil, foi residência e quartel-general de Francisco Franco, construindo-se nesse momento um bunker no jardim. Terminada a guerra, voltou a ser, até ao ano de 1964, residência dos bispos de Salamanca. Nos anos 80, passou a depender da Câmara Municipal, que instalou nele o Museu de História da Cidade. Foram quase duas décadas até que voltou às mãos da Diocese de Salamanca, que agora o destinou a museu. Após uma profunda remodelação, abriu novamente as suas portas no ano de 2023 como Museu Diocesano de Arte Sacra. Este museu, cuja visita está ligada à da Catedral, conta com uma exposição permanente de peças provenientes de paróquias, particulares e da própria Diocese.
O Palácio Episcopal dispõe de uma superfície expositiva de 700 metros quadrados, distribuídos entre a cave, rés-do-chão e primeiro andar. Nos dois primeiros pisos, são apresentadas as coleções permanentes, compostas por obras provenientes do património diocesano, distintas paróquias e cedências temporárias de colecionadores particulares. Por sua vez, a cave foi reservada para a realização de oficinas e para acolher exposições temporárias.
No total, o visitante poderá desfrutar de 160 peças de arte —45 localizadas no rés-do-chão e 115 no primeiro andar— entre as quais se destacam obras de reconhecidos autores como Alonso de Berruguete, Luis de Morales, Venancio Blanco, José Luis Núñez Solé, Fernando Gallego ou o Mestre Bartolomé.
Este nível é dedicado a um dos períodos mais férteis da pintura de Salamanca, o último quarto do século XV, com especial atenção ao célebre pintor Fernando Gallego. O Palácio Episcopal conserva três obras atribuídas ao mestre, acompanhadas de trabalhos provenientes do seu atelier e de artistas que colaboraram com ele, como o Mestre Bartolomeu e Pedro Bello.
INTERPRETAÇÃO DA ABÓBADA ASTROLÓGICA DA UNIVERSIDADE DE SALAMANCA
Como parte da exposição permanente dedicada a Fernando Gallego, apresenta-se uma recriação da abóbada celeste da Universidade de Salamanca. Através de painéis localizados nas paredes laterais, explicam-se as figuras mitológicas que aparecem no Céu de Salamanca, representando planetas, constelações, signos zodiacais e ventos.
PRIMEIRO ANDAR: “MISTÉRIO ADMIRÁVEL”
Sob este título, articula-se um percurso visual que narra a fé cristã, desde os profetas até à Páscoa. A seleção iconográfica abrange obras criadas entre o século XIII e o XXI, com peças de Alonso de Berruguete, do círculo de Juan de Juni, do Mestre dos Anaya, Alejandro Carnicero e outros.
CAVE: AMOSTRAS TEMPORÁRIAS E OFICINAS
Este espaço subterrâneo é incorporado ao projeto com uma dupla função: acolher exposições temporárias e servir de palco para oficinas criativas.
SALA IMERSIVA: 'a Catedral como nunca a tinha visto'
Com este lema, o conjunto catedralício oferece aos seus visitantes uma experiência de realidade virtual única. Graças a óculos de realidade virtual, podem-se descobrir panorâmicas inéditas e espaços inacessíveis à vista, como a cúpula. Além disso, um audiovisual guia o visitante no processo histórico de construção da Catedral.