Salamanca
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ESCOLAS MAIORES

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A Universidade de Salamanca conserva um valioso património histórico composto por edifícios e espaços emblemáticos que continuam em uso e que todos os dias recebem centenas de visitantes, seja pelo seu interesse artístico e histórico ou pelas suas atividades académicas. Entre eles destaca-se especialmente o edifício das Escuelas Mayores, com a sua célebre fachada plateresca. No seu interior conservam-se as antigas salas de aula dedicadas a figuras relevantes da instituição —como Unamuno, Fray Luis de León ou Francisco de Vitoria—, a Biblioteca Geral Histórica, o Paraninfo, a Capela de São Jerónimo e a escadaria com os seus enigmáticos relevos.

As origens da Universidade de Salamanca remontam a 1218, quando o rei Afonso IX de Leão fundou o Estudio General del Reino de León em Salamanca, o gérmen daquela que hoje é a universidade mais antiga de Espanha. Em meados do século XIII, o papa Alexandre IV reconheceu a validade universal dos graus outorgados pela instituição e concedeu-lhe o privilégio de utilizar os símbolos pontifícios como selo próprio.

Durante os seus dois primeiros séculos, a Universidade ministrou aulas no claustro da Catedral Velha e em diversos edifícios alugados nas suas imediações. Não foi senão no século XV que começou a dispor de instalações próprias, entre elas as Escuelas Mayores, o Hospital do Estudo —atual Reitoria— e as Escuelas Menores. A abertura do Patio de Escuelas no século XVII terminou de configurar um dos espaços mais emblemáticos de Salamanca, conhecido como a Cidade do Saber.

A Universidade de Salamanca viveu um momento de expansão extraordinário em meados do século XVI, quando começaram a ser fundadas as primeiras universidades americanas inspiradas diretamente em seu modelo. Seu prestígio era tal que estudantes de toda a península, e também da Europa e América, acudiam às suas salas de aula atraídos pela qualidade de seu ensino.

Entre as figuras que marcaram sua história destaca-se Abraão Zacuto, autor do Almanaque Perpétuo, uma obra chave para a navegação que permitiu conectar continentes, ou Antonio de Nebrija, que publicou em Salamanca a Primeira Gramática em língua castelhana. Mas o autêntico esplendor chegou no século XVI, com nomes como Frei Luís de Leão, Francisco Salinas ou Francisco de Vitória, origem da Escola de Salamanca e considerado um dos pais dos Direitos Humanos e do Direito Internacional. A eles se somaram outros personagens ilustres como Domingo de Soto, São João da Cruz, Garcilaso, Calderón ou Góngora, cujos nomes ainda ressoam nas salas de aula e galerias das Escuelas Mayores.

Hoje, a Universidade de Salamanca continua sendo uma referência. Com cerca de 30.000 estudantes distribuídos por seus campi situados em Salamanca, Ávila, Zamora, Béjar e Villamayor, oferece 26 faculdades e escolas superiores, além de numerosos centros de pesquisa. Também mantém uma intensa atividade internacional graças a centros como o Hispano-Japonês, o de Estudos Brasileiros ou o Instituto de Estudos da Ibero-América, que fortalecem os laços culturais e acadêmicos com outros países.

Um de seus traços mais distintivos é o ensino do espanhol. Milhares de estudantes estrangeiros chegam a cada ano atraídos pela oferta oferecida por Cursos Internacionais, um dos centros de formação linguística mais prestigiados do mundo.

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Preço visita livre
  • Individual - 10.00 €
  • Jubilados - 5.00 €
  • Familia numerosa - 5.00 €
  • Estudiantes - 5.00 €
  • Grupos - 5.00 €
  • Niños (Edad máxima: 11) - 0.00 €
  • Estudiantes universidad salamanca - 0.00 €
  • Entrada gratuita lunes - 0.00 €