MIRANTE DOS IRLANDESES
20 minutosO Miradouro dos Irlandeses localiza-se na zona oeste do centro histórico de Salamanca, na Cuesta de la Independencia. Faz parte da emblemática Rota dos miradouros da cidade e oferece uma das vistas mais impressionantes do centro histórico de Salamanca.
Deste ponto privilegiado, destacam-se as majestosas cúpulas e torres da Igreja da Puríssima, La Clerecía e da Catedral. Ao entardecer, especialmente nas tardes de verão, o miradouro transforma-se num cenário mágico onde a luz do sol tinge de uma cor avermelhada os monumentos construídos com pedra de Villamayor. E quando a noite cai, a iluminação da cidade transforma este canto na varanda perfeita para admirar Salamanca em todo o seu esplendor.
A zona conhecida como as Peñuelas de San Blas foi, durante a Idade Média, uma área marginal da cidade. Ficou fora do primeiro recinto muralhado medieval e separada do núcleo urbano pela ribeira de los Milagros. Seu caráter periférico e o terreno acidentado dificultaram o repovoamento, apesar de várias paróquias e ermidas terem sido erguidas aqui. Esta situação mudou radicalmente no século XVI, quando o auge da vida universitária atraiu numerosas ordens religiosas e militares, bem como instituições educativas. Foi então que a colina começou a ser “colonizada” por estas instituições. Desde o extremo sul do Cerro de San Vicente até o Convento de San Francisco, foram sendo edificados os conventos de San Vicente, La Penitencia e Santa Ana; os colégios universitários da Magdalena e Fonseca; o colégio dos Jesuítas e o de São Patrício de Nobres Irlandeses. A maioria destes edifícios foi destruída no século XIX durante a Guerra da Independência e os posteriores processos de desamortização, o que deixou o bairro semiabandonado e coberto de ruínas.
O nome deste miradouro rememora a presença do Colégio de São Patrício de Nobres Irlandeses. Foi fundado em 1592 com o objetivo de formar jovens católicos procedentes da Irlanda, país que atravessava então uma dura perseguição religiosa contra os católicos. Ao longo de sua prolongada estadia na cidade, os irlandeses ocuparam diversos edifícios. Sua última residência foi o vizinho Colégio Maior do Arcebispo Fonseca, para onde se mudaram após a Guerra da Independência, e onde permaneceram até o início da Guerra Civil, o que fez com que o edifício fosse conhecido como Colégio dos Irlandeses.
O nome deste miradouro rememora a presença do Colégio de São Patrício de Nobres Irlandeses. Foi fundado em 1592 com o objetivo de formar jovens católicos procedentes da Irlanda, país que atravessava então uma dura perseguição religiosa contra os católicos. Ao longo de sua prolongada estadia na cidade, os irlandeses ocuparam diversos edifícios. Sua última residência foi o vizinho Colégio Maior do Arcebispo Fonseca, para onde se mudaram após a Guerra da Independência, e onde permaneceram até o início da Guerra Civil, o que fez com que o edifício fosse conhecido como Colégio dos Irlandeses.
O Miradouro dos Irlandeses faz parte da Rota dos Miradouros de Salamanca, uma proposta que convida a redescobrir a cidade a partir de outras perspetivas. Localizado na zona oeste do centro histórico, este recanto elevado e tranquilo oferece uma das panorâmicas mais cativantes de Salamanca. Daqui, o olhar desliza por uma paisagem monumental que condensa séculos de história e arte.
A panorâmica começa à nossa esquerda com a vista na cúpula barroca da Igreja da Puríssima; continua pelos pavilhões com galerias que ladeiam o claustro da Universidade Pontifícia e eleva-se em direção às imponentes torres e cúpulas de La Clerecía e da Catedral. Num ponto intermédio, destaca-se o edifício das Escolas Maiores, símbolo do legado universitário da cidade. Aos nossos pés, na Vaguada de la Palma, ergue-se o Palácio de Congressos e Exposições de Castela e Leão. Junto ao Palácio de Congressos encontram-se o monumento à Constituição Espanhola —obra do escultor Fernando Mayoral— e a escultura dedicada a Rafael Farina, realizada por Agustín Casillas como homenagem ao célebre artista que viveu a sua infância no Bairro dos Milagres.
Ao cair da tarde, especialmente no verão, a luz do sol tinge os edifícios de tons avermelhados, transformando a cidade numa tela dourada. E quando a noite chega, a iluminação monumental converte este miradouro numa varanda privilegiada para contemplar Salamanca sob o manto estrelado.
A panorâmica começa à nossa esquerda com a vista na cúpula barroca da Igreja da Puríssima; continua pelos pavilhões com galerias que ladeiam o claustro da Universidade Pontifícia e eleva-se em direção às imponentes torres e cúpulas de La Clerecía e da Catedral. Num ponto intermédio, destaca-se o edifício das Escolas Maiores, símbolo do legado universitário da cidade. Aos nossos pés, na Vaguada de la Palma, ergue-se o Palácio de Congressos e Exposições de Castela e Leão. Junto ao Palácio de Congressos encontram-se o monumento à Constituição Espanhola —obra do escultor Fernando Mayoral— e a escultura dedicada a Rafael Farina, realizada por Agustín Casillas como homenagem ao célebre artista que viveu a sua infância no Bairro dos Milagres.
Ao cair da tarde, especialmente no verão, a luz do sol tinge os edifícios de tons avermelhados, transformando a cidade numa tela dourada. E quando a noite chega, a iluminação monumental converte este miradouro numa varanda privilegiada para contemplar Salamanca sob o manto estrelado.