PRAÇA MAIOR
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É uma das praças mais belas de Espanha. Foi construída no século XVIII, seguindo o projeto do arquiteto Alberto Churriguera. É considerada um dos monumentos mais importantes do barroco espanhol. No lado norte encontra-se o edifício da Câmara Municipal, coroado por uma sineira entre quatro figuras alegóricas. Na sua decoração destacam-se os medalhões, entre os quais figuram reis, militares e conquistadores, e personalidades importantes da cultura espanhola, como Cervantes, Santa Teresa ou Unamuno.
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A Praça Maior de Salamanca nem sempre ocupou o local atual. Teve dois precedentes, a Praça do Azogue Velho e a do Azogue Novo. A primeira desapareceu com a construção da Catedral Nova sobre ela, e a segunda, situada junto à Porta do Sol da velha muralha medieval, desapareceu com a expansão da cidade para norte.
O terreno sobre o qual a ágora atual foi construída foi ocupado desde a Idade Média pelo Mercado de São Martinho, tão grande que as fontes antigas dizem que era o maior mercado da cristandade. Ocupando uma quarta parte do mesmo, foi construída a praça atual. Ficaram de fora a Praça do Corrillo, a do Poeta Iglesias e a do Mercado onde se ergueu o mercado atual, magnífico exemplo da arquitetura do ferro.
A ideia da sua construção deveu-se ao corregedor Rodrigo Caballero, que conseguiu convencer a câmara municipal da necessidade de uma praça mais harmoniosa e em linha com as correntes urbanísticas da época. O arquiteto escolhido foi Alberto de Churriguera, que desenhou uma praça fechada e porticada ao estilo das de Valladolid ou Madrid. Foi construída entre os anos de 1729 e 1755, sendo terminada nesta última data pelo arquiteto Andrés García de Quiñones, a quem se deve o desenho da câmara municipal.
A Praça Maior de Salamanca é um quadrilátero irregular e nenhum dos seus lados tem o mesmo comprimento. As fachadas dos edifícios organizam-se em três pisos que repousam sobre arcadas com arcos de volta perfeita. A Câmara Municipal, o Pavilhão Real, o Arco de São Paulo e o de São Martinho sobressaem em altura, quebrando a sua simetria. No centro do lado norte, ergue-se a Câmara Municipal de Salamanca, sobre a qual se encontra uma sineira com três sinos e quatro esculturas alegóricas da Indústria, da Agricultura, da Música e da Poesia. No flanco oriental destaca o Pavilhão Real, onde uma placa de ardósia nos recorda o início da sua construção. No alto campeiam as armas do Rei Filipe V, a quem o pavilhão foi dedicado, e por baixo a imagem de Fernando III, o Santo, protetor da monarquia espanhola.
No total, a praça tem 88 arcos de volta perfeita decorados nas suas enjutas com medalhões nos quais se representam personagens importantes da história de Espanha. Rodrigo Caballero foi o autor do programa iconográfico da praça, programa que só foi cumprido em dois dos seus lados, o Pavilhão Real e o de São Martinho. Os medalhões de ambos os pavilhões foram esculpidos pelo escultor Alejandro Carnicero. O primeiro foi dedicado à monarquia espanhola e nele aparecem representados bustos de reis em ordem cronológica. O segundo foi dedicado aos grandes capitães e conquistadores espanhóis, pelo que foi denominado "Quartel-General". O terceiro e o quarto painéis seriam dedicados aos sábios e aos santos, mas não foram realizados na sua época, o que explica que entre eles encontremos medalhões realizados no séc. XX e inclusive no XXI. O último medalhão, no qual se efigia o rei Afonso IX de Leão, foi esculpido no ano de 2023.
O terreno sobre o qual a ágora atual foi construída foi ocupado desde a Idade Média pelo Mercado de São Martinho, tão grande que as fontes antigas dizem que era o maior mercado da cristandade. Ocupando uma quarta parte do mesmo, foi construída a praça atual. Ficaram de fora a Praça do Corrillo, a do Poeta Iglesias e a do Mercado onde se ergueu o mercado atual, magnífico exemplo da arquitetura do ferro.
A ideia da sua construção deveu-se ao corregedor Rodrigo Caballero, que conseguiu convencer a câmara municipal da necessidade de uma praça mais harmoniosa e em linha com as correntes urbanísticas da época. O arquiteto escolhido foi Alberto de Churriguera, que desenhou uma praça fechada e porticada ao estilo das de Valladolid ou Madrid. Foi construída entre os anos de 1729 e 1755, sendo terminada nesta última data pelo arquiteto Andrés García de Quiñones, a quem se deve o desenho da câmara municipal.
A Praça Maior de Salamanca é um quadrilátero irregular e nenhum dos seus lados tem o mesmo comprimento. As fachadas dos edifícios organizam-se em três pisos que repousam sobre arcadas com arcos de volta perfeita. A Câmara Municipal, o Pavilhão Real, o Arco de São Paulo e o de São Martinho sobressaem em altura, quebrando a sua simetria. No centro do lado norte, ergue-se a Câmara Municipal de Salamanca, sobre a qual se encontra uma sineira com três sinos e quatro esculturas alegóricas da Indústria, da Agricultura, da Música e da Poesia. No flanco oriental destaca o Pavilhão Real, onde uma placa de ardósia nos recorda o início da sua construção. No alto campeiam as armas do Rei Filipe V, a quem o pavilhão foi dedicado, e por baixo a imagem de Fernando III, o Santo, protetor da monarquia espanhola.
No total, a praça tem 88 arcos de volta perfeita decorados nas suas enjutas com medalhões nos quais se representam personagens importantes da história de Espanha. Rodrigo Caballero foi o autor do programa iconográfico da praça, programa que só foi cumprido em dois dos seus lados, o Pavilhão Real e o de São Martinho. Os medalhões de ambos os pavilhões foram esculpidos pelo escultor Alejandro Carnicero. O primeiro foi dedicado à monarquia espanhola e nele aparecem representados bustos de reis em ordem cronológica. O segundo foi dedicado aos grandes capitães e conquistadores espanhóis, pelo que foi denominado "Quartel-General". O terceiro e o quarto painéis seriam dedicados aos sábios e aos santos, mas não foram realizados na sua época, o que explica que entre eles encontremos medalhões realizados no séc. XX e inclusive no XXI. O último medalhão, no qual se efigia o rei Afonso IX de Leão, foi esculpido no ano de 2023.
Percorrer o seu perímetro interno permite-nos rever a História de Espanha através das personagens representadas nos seus medalhões.
LADO ORIENTAL
• O primeiro arco não tem nenhum medalhão. Teve até o ano de 2017 o de Franco.
• Entre as numerosas personagens representadas nos seus medalhões figuram apenas cinco mulheres; quatro delas estão representadas nos medalhões deste pavilhão.
• O rei Filipe V aparece representado três vezes: uma no arco central do Pavilhão Real, por ser o rei que autorizou a construção da praça, e as outras duas por cada um dos seus reinados.
• No Pavilhão Real uma inscrição recorda-nos que ali morreu uma mulher.
LADO SUL
• O lado sul, conhecido como o “Quartel-General”, recebe este nome porque os seus medalhões representam militares e conquistadores. Entre eles figuram o Grande Capitão, Cristóvão Colombo, Hernán Cortés e Francisco Pizarro.
LADO OESTE
• Neste lado, observamos que o primeiro medalhão não mostra a figura de nenhuma personagem, embora apresente marcas de deterioração. Na sua época, albergava o busto de Manuel Godoy, mas foi eliminada com o início da Guerra da Independência.
• Outras personagens ligadas a essa contenda são o general Wellington e o guerrilheiro salmantino Julián Sánchez, conhecido como "El Charro".
• Grande parte dos medalhões neste flanco representa grandes figuras da cultura espanhola, como Nebrija, Frei Luís de Leão, Cervantes, Santa Teresa de Jesus e Unamuno. Todos eles foram esculpidos no final do século XX.
• No centro deste pavilhão destaca-se o medalhão que representa o rei Afonso IX de Leão, o rei que fundou a Universidade. Foi esculpido no ano de 2023.
LADO NORTE
Neste lado encontram-se medalhões realizados nos séculos XX e XXI. Entre os do século XX estão os de Rodrigo Caballero e Alberto de Churriguera, situados no arco central, sob a câmara municipal. À sua direita, há um medalhão duplo que representa os reis Juan Carlos I e Sofia.
Muitos dos medalhões deste lado foram realizados em 2005 e representam diversos monarcas, assim como a Primeira e Segunda República.
LADO ORIENTAL
• O primeiro arco não tem nenhum medalhão. Teve até o ano de 2017 o de Franco.
• Entre as numerosas personagens representadas nos seus medalhões figuram apenas cinco mulheres; quatro delas estão representadas nos medalhões deste pavilhão.
• O rei Filipe V aparece representado três vezes: uma no arco central do Pavilhão Real, por ser o rei que autorizou a construção da praça, e as outras duas por cada um dos seus reinados.
• No Pavilhão Real uma inscrição recorda-nos que ali morreu uma mulher.
LADO SUL
• O lado sul, conhecido como o “Quartel-General”, recebe este nome porque os seus medalhões representam militares e conquistadores. Entre eles figuram o Grande Capitão, Cristóvão Colombo, Hernán Cortés e Francisco Pizarro.
LADO OESTE
• Neste lado, observamos que o primeiro medalhão não mostra a figura de nenhuma personagem, embora apresente marcas de deterioração. Na sua época, albergava o busto de Manuel Godoy, mas foi eliminada com o início da Guerra da Independência.
• Outras personagens ligadas a essa contenda são o general Wellington e o guerrilheiro salmantino Julián Sánchez, conhecido como "El Charro".
• Grande parte dos medalhões neste flanco representa grandes figuras da cultura espanhola, como Nebrija, Frei Luís de Leão, Cervantes, Santa Teresa de Jesus e Unamuno. Todos eles foram esculpidos no final do século XX.
• No centro deste pavilhão destaca-se o medalhão que representa o rei Afonso IX de Leão, o rei que fundou a Universidade. Foi esculpido no ano de 2023.
LADO NORTE
Neste lado encontram-se medalhões realizados nos séculos XX e XXI. Entre os do século XX estão os de Rodrigo Caballero e Alberto de Churriguera, situados no arco central, sob a câmara municipal. À sua direita, há um medalhão duplo que representa os reis Juan Carlos I e Sofia.
Muitos dos medalhões deste lado foram realizados em 2005 e representam diversos monarcas, assim como a Primeira e Segunda República.
A Praça Maior não é um espaço expositivo comum mas, ao longo dos anos, serviu muitas vezes como um grande contentor de obras de arte ao ar livre. Entre as exposições mais importantes dos últimos anos podem citar-se as seguintes:
• Em 2002, quando Salamanca foi declarada Capital Europeia da Cultura, acolheu obras de Roden.
• Em 2018, por ocasião dos atos do Oitavo Centenário da fundação da Unversidad, foram expostas obras de Barceló.
• No ano de 2023, o artista salmantino Florencio Maillo expôs 114 retratos de Federico García Lorca e personagens do seu tempo para comemorar o 125º aniversário do nascimento do artista.
• Durante várias edições, o artista chinês Xu Hongfei exibiu as suas obras em Salamanca, algumas das quais foram realizadas de propósito para serem expostas na nossa ágora, nos seus balcões e demais elementos arquitetónicos.
São numerosos os EVENTOS que nela se celebram. Entre todos eles destacam-se os de caráter cultural:
• Outono: Feira do Livro Antigo
• Primavera: Dia do Livro e Feira do Livro.
• Setembro: Durante as Feiras e Festas da Virgem da Vega celebram-se concertos e outras atividades lúdicas.
• Realizam-se também corridas populares
• Concentrações de carros antigos.
• Em 2002, quando Salamanca foi declarada Capital Europeia da Cultura, acolheu obras de Roden.
• Em 2018, por ocasião dos atos do Oitavo Centenário da fundação da Unversidad, foram expostas obras de Barceló.
• No ano de 2023, o artista salmantino Florencio Maillo expôs 114 retratos de Federico García Lorca e personagens do seu tempo para comemorar o 125º aniversário do nascimento do artista.
• Durante várias edições, o artista chinês Xu Hongfei exibiu as suas obras em Salamanca, algumas das quais foram realizadas de propósito para serem expostas na nossa ágora, nos seus balcões e demais elementos arquitetónicos.
São numerosos os EVENTOS que nela se celebram. Entre todos eles destacam-se os de caráter cultural:
• Outono: Feira do Livro Antigo
• Primavera: Dia do Livro e Feira do Livro.
• Setembro: Durante as Feiras e Festas da Virgem da Vega celebram-se concertos e outras atividades lúdicas.
• Realizam-se também corridas populares
• Concentrações de carros antigos.