JARDIM DE LA MERCED
20 minutos
O Jardim de la Merced, situado no Teso de las Catedrales e próximo às faculdades de Ciências da Universidade de Salamanca, deve o seu nome ao Convento dos Mercedários que existiu neste local até à Desamortização de Mendizábal. Situado sobre a histórica muralha medieval, o jardim oferece vistas espetaculares do rio Tormes, da emblemática Ponte Romana e das extensas terras do sul da província. Este espaço foi inaugurado em 1974.
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Preço visita livre
- Individual - 0.00 €
O Jardim da Merced encontra-se no extremo sudoeste do Teso das Catedrais. As escavações arqueológicas realizadas nos terrenos próximos revelaram toda a sequência de ocupação da cidade desde a Segunda Idade do Ferro até a atualidade.
Durante a Idade Média, este espaço foi ocupado pela judiaria. Há notícias de três sinagogas e de outros edifícios representativos da comunidade judaica. A judiaria de Salamanca não foi um gueto isolado da cidade cristã; desde os momentos iniciais do repovoamento medieval, sinagogas e paróquias cristãs conviveram neste espaço com os seus respectivos bairros. A situação foi mudando ao longo dos séculos, especialmente no século XV, quando parte da judiaria foi ocupada por edifícios universitários. É nesse contexto que ocorre a pregação de São Vicente Ferrer no interior de uma das sinagogas. Contam que, perante os olhos estupefatos dos judeus, apareceram cruzes brancas nas suas túnicas e muitos deles se converteram ao cristianismo. O nome da Rua da Veracruz nos lembra esse episódio histórico.
A expulsão dos judeus representou uma transformação radical do bairro. Durante os séculos XVI-XVIII, grandes construções eclesiásticas e universitárias ocuparam o seu espaço: o Colégio do Rei, o Colégio Trilingue, o Colégio Maior de Cuenca, o Convento de São Agostinho e o Convento da Merced. Durante o século XIX, sofreu os estragos da Guerra da Independência e da Desamortização de Mendizábal, que deixaram todos os monumentos reduzidos a ruínas, passando a ser denominado "Bairro dos Caídos".
As fontes escritas situam a construção do Convento da Veracruz, dos padres Mercedários, sobre a Sinagoga Menor, estendendo-se mais tarde sobre o terreno da Sinagoga Nova. No início do século XX, o convento foi adquirido pela Câmara Municipal, que o destinou a escolas, atividade docente que nunca mais perderia. Uma inscrição na porta, com o escudo do município, nos lembra que foi Escola Normal de Professoras. Na década de 80, tornou-se Faculdade de Matemática.
Da antiga construção mercedária, conserva-se parte da sua fachada original, assim como algumas adegas situadas sob a faculdade, que muitos consideram parte da sinagoga que ali existiu. No edifício adjacente à faculdade ainda se pode ver o escudo da Ordem da Merced. Na década de 1970, sobre o que antes constituía a ala ocidental do convento, foi criado o Jardim da Merced.
Durante a Idade Média, este espaço foi ocupado pela judiaria. Há notícias de três sinagogas e de outros edifícios representativos da comunidade judaica. A judiaria de Salamanca não foi um gueto isolado da cidade cristã; desde os momentos iniciais do repovoamento medieval, sinagogas e paróquias cristãs conviveram neste espaço com os seus respectivos bairros. A situação foi mudando ao longo dos séculos, especialmente no século XV, quando parte da judiaria foi ocupada por edifícios universitários. É nesse contexto que ocorre a pregação de São Vicente Ferrer no interior de uma das sinagogas. Contam que, perante os olhos estupefatos dos judeus, apareceram cruzes brancas nas suas túnicas e muitos deles se converteram ao cristianismo. O nome da Rua da Veracruz nos lembra esse episódio histórico.
A expulsão dos judeus representou uma transformação radical do bairro. Durante os séculos XVI-XVIII, grandes construções eclesiásticas e universitárias ocuparam o seu espaço: o Colégio do Rei, o Colégio Trilingue, o Colégio Maior de Cuenca, o Convento de São Agostinho e o Convento da Merced. Durante o século XIX, sofreu os estragos da Guerra da Independência e da Desamortização de Mendizábal, que deixaram todos os monumentos reduzidos a ruínas, passando a ser denominado "Bairro dos Caídos".
As fontes escritas situam a construção do Convento da Veracruz, dos padres Mercedários, sobre a Sinagoga Menor, estendendo-se mais tarde sobre o terreno da Sinagoga Nova. No início do século XX, o convento foi adquirido pela Câmara Municipal, que o destinou a escolas, atividade docente que nunca mais perderia. Uma inscrição na porta, com o escudo do município, nos lembra que foi Escola Normal de Professoras. Na década de 80, tornou-se Faculdade de Matemática.
Da antiga construção mercedária, conserva-se parte da sua fachada original, assim como algumas adegas situadas sob a faculdade, que muitos consideram parte da sinagoga que ali existiu. No edifício adjacente à faculdade ainda se pode ver o escudo da Ordem da Merced. Na década de 1970, sobre o que antes constituía a ala ocidental do convento, foi criado o Jardim da Merced.
O JARDIM DE LA MERCED
Situado num espaço de aproximadamente 3000 m², este jardim fechado está rodeado por diversos elementos que lhe conferem um caráter único. A norte, encontra-se delimitado por uma grade na qual se abre a porta de acesso; a leste e oeste, flanqueiam-no respetivamente as Faculdades de Matemática e Ciências. No seu extremo sul, o jardim abre-se para um miradouro assente sobre a muralha medieval.
DISTRIBUIÇÃO E DESIGN
O jardim tem planta retangular cujo perímetro é percorrido por passeios empedrados, marcados por altos ciprestes que formam um muro natural e arbóreo que resguarda a privacidade do espaço. No interior, os passeios traçam a forma de uma cruz, cujo epicentro alberga uma fonte. Este design geométrico evoca a serenidade e o recolhimento de um claustro conventual, imergindo o visitante num ambiente tranquilo e íntimo.
A VEGETAÇÃO
A vegetação predominante no jardim é formada por espécies de folha perene, o que garante uma constante tonalidade verde ao longo do ano. Uma cerejeira-do-japão adiciona um toque de cor a cada primavera, anunciando a mudança de estação. No centro do jardim, chamam a atenção três grandes cedros-do-atlas. Além disso, os sabugueiros delimitam o espaço próximo à Faculdade de Matemática, adicionando interesse botânico ao local.
O MIRADOURO
No lado sul do jardim, separado por um murete de pedra, encontra-se o miradouro. Deste ponto, a mais de 30 metros acima do nível do rio, pode-se desfrutar de uma vista espetacular. É o lugar ideal para observar a Ponte Romana em toda a sua extensão, o Arrabal del Puente, o Parador Nacional situado sobre o Teso de la Feria, os bairros da margem esquerda do Tormes e, à distância, a Serra de Béjar.
O JARDIM EXTERIOR E O JARDIM GEOLÓGICO
Fora do jardim principal, do outro lado da vedação, encontra-se um jardim urbano mais moderno e completamente aberto. Embora mantenha uma disposição geométrica, este espaço organiza-se em torno de duas pequenas fontes que também formam uma cruz através de passeios circundantes. Os espaços verdes estão rodeados por teixos, que atualmente se encontram em fase de arbustos.
Por este jardim exterior, distribuem-se grandes blocos de rochas à maneira de um jardim pétreo. É o Jardim Geológico da Faculdade de Ciências. Uma lição de geologia na rua, pois cada bloco possui uma placa explicativa sobre o tipo de rocha que temos diante de nós.
Situado num espaço de aproximadamente 3000 m², este jardim fechado está rodeado por diversos elementos que lhe conferem um caráter único. A norte, encontra-se delimitado por uma grade na qual se abre a porta de acesso; a leste e oeste, flanqueiam-no respetivamente as Faculdades de Matemática e Ciências. No seu extremo sul, o jardim abre-se para um miradouro assente sobre a muralha medieval.
DISTRIBUIÇÃO E DESIGN
O jardim tem planta retangular cujo perímetro é percorrido por passeios empedrados, marcados por altos ciprestes que formam um muro natural e arbóreo que resguarda a privacidade do espaço. No interior, os passeios traçam a forma de uma cruz, cujo epicentro alberga uma fonte. Este design geométrico evoca a serenidade e o recolhimento de um claustro conventual, imergindo o visitante num ambiente tranquilo e íntimo.
A VEGETAÇÃO
A vegetação predominante no jardim é formada por espécies de folha perene, o que garante uma constante tonalidade verde ao longo do ano. Uma cerejeira-do-japão adiciona um toque de cor a cada primavera, anunciando a mudança de estação. No centro do jardim, chamam a atenção três grandes cedros-do-atlas. Além disso, os sabugueiros delimitam o espaço próximo à Faculdade de Matemática, adicionando interesse botânico ao local.
O MIRADOURO
No lado sul do jardim, separado por um murete de pedra, encontra-se o miradouro. Deste ponto, a mais de 30 metros acima do nível do rio, pode-se desfrutar de uma vista espetacular. É o lugar ideal para observar a Ponte Romana em toda a sua extensão, o Arrabal del Puente, o Parador Nacional situado sobre o Teso de la Feria, os bairros da margem esquerda do Tormes e, à distância, a Serra de Béjar.
O JARDIM EXTERIOR E O JARDIM GEOLÓGICO
Fora do jardim principal, do outro lado da vedação, encontra-se um jardim urbano mais moderno e completamente aberto. Embora mantenha uma disposição geométrica, este espaço organiza-se em torno de duas pequenas fontes que também formam uma cruz através de passeios circundantes. Os espaços verdes estão rodeados por teixos, que atualmente se encontram em fase de arbustos.
Por este jardim exterior, distribuem-se grandes blocos de rochas à maneira de um jardim pétreo. É o Jardim Geológico da Faculdade de Ciências. Uma lição de geologia na rua, pois cada bloco possui uma placa explicativa sobre o tipo de rocha que temos diante de nós.