PARQUE BOTÂNICO DE HUERTA OTEA
1 horaOcupa cerca de nove hectares nos quais crescem mais de sessenta espécies de plantas, muitas delas presentes na província de Salamanca, juntamente com exemplares provenientes de outras partes do mundo. O parque é atravessado por longos passeios com numerosos bancos para descansar e desfrutar do ambiente. Além disso, conta com uma zona de jogos infantis, um labirinto vegetal, um jardim zen e uma escola de bordos. Ao longo do percurso podem ser vistas várias esculturas, entre elas uma dedicada à maternidade —que representa uma mãe a brincar com os seus cinco filhos— e outra em memória dos bebés falecidos durante a gestação.
O acesso é cómodo: à entrada há uma ampla zona de estacionamento e a ciclovia da cidade passa mesmo pela porta principal, o que facilita a chegada tanto a pé como de bicicleta. Como curiosidade, junto ao parque encontra-se um pequeno heliporto utilizado pelos helicópteros do serviço de emergências 112.
Com o tempo, a Câmara Municipal de Salamanca adquiriu a quinta com a intenção de a transformar num parque botânico.
Situada nas margens do rio Tormes, a remodelação do parque de Huerta Otea faz parte do grande projeto ambiental Tormes+, cujo objetivo é valorizar o património natural do rio e o seu entorno. Esta renovação transformou-o numa das zonas verdes e de lazer mais destacadas da cidade. A intervenção permitiu recuperar este espaço como um referente não só em biodiversidade, mas também em eficiência energética, sustentabilidade e educação ambiental.
Acessos e envolvente O parque dispõe de uma zona de estacionamento que facilita a chegada de carro. Também possui acesso direto à ciclovia, o que o torna um destino ideal para quem se desloca de bicicleta.
Ao atravessar a entrada, o ambiente muda completamente: o ruído urbano atenua-se e surge um espaço amplo, luminoso e surpreendentemente tranquilo. Ao longo do percurso, os bancos convidam a parar, ler ou simplesmente desfrutar do silêncio.
De ambos os lados dos trilhos estendem-se zonas ajardinadas com mais de 60 espécies de plantas. Muitas são provenientes de diferentes pontos da província de Salamanca, enquanto outras vêm de diferentes regiões do mundo, transformando o parque num pequeno laboratório botânico ao ar livre.
- Vegetação mediterrânica: azinheiras, alecrim, estevas e outras espécies resistentes à seca, representativas da paisagem típica de Castela e Leão.
- Vegetação atlântica: carvalhos, fetos e avelaneiras que requerem maior humidade, criando um ambiente fresco e sombrio.
- Vegetação ribeirinha: choupos, salgueiros e amieiros próprios das margens do Tormes, formando corredores verdes característicos dos rios de Salamanca.
- Vegetação urbana: plátanos, tílias, bordos e outras espécies habituais em ruas e parques, que permitem compreender o seu papel no bem-estar urbano.
Jardim Zen Junto à estufa encontra-se o jardim zen, um espaço de calma inspirado na estética japonesa: gravilha rastelada, pedras cuidadosamente dispostas e plantas de porte simples. É um recanto perfeito para ler, meditar ou simplesmente descansar.
Espiral de aromáticas Muito perto situa-se a espiral de plantas aromáticas, desenhada em forma ascendente para que cada espécie receba a luz e humidade que necessita. Ao passear junto a ela, o ar impregna-se de aromas de alecrim, lavanda, tomilho ou sálvia.
Arcos florais O caminho continua até aos arcos florais, estruturas cobertas por plantas trepadeiras que transformam o seu aspeto com o passar das estações. Neste troço do percurso destaca-se uma pérgula coberta de glicínias, que na primavera se enche de cachos pendentes de cor violeta. À sua volta, os passeios adornam-se com roseiras, bignónias, madressilvas, passifloras e falso jasmim, que na primavera e verão oferecem uma explosão de flores e aromas. É, sem dúvida, um dos recantos mais fotogénicos do parque.
Charca temporária: uma pequena zona húmida que só retém água em determinadas épocas do ano. É fundamental para a reprodução de anfíbios e outros pequenos animais.
Charca permanente: situada após passar sob a ponte da Universidade. Maior e mais estável, alberga aves aquáticas, libélulas e vegetação adaptada à água constante.
Labirinto vegetal Um dos espaços mais chamativos do parque. Os seus sebes formam corredores e voltas que convidam a brincar e a perder-se no seu interior. É um lugar pensado para todas as idades e perfeito para desfrutar do ambiente de forma lúdica.
Escola de Bordos A Escola de Bordos é um dos espaços mais destacados do parque. Reúne diversas espécies e híbridos de bordos —autóctones e alóctones— que oferecem um espetáculo cromático especialmente belo no outono.
A área está organizada como um pequeno itinerário botânico com cartazes identificativos. Entre as espécies mais comuns encontram-se o bordo campestre, o sicómoro, o bordo real, o negundo e o bordo japonês. É uma autêntica sala de aula ao ar livre para aprender a distingui-los e apreciar as suas diferenças. Este espaço é especialmente atraente para fotógrafos, amantes da botânica e visitantes curiosos que desfrutam observando como a paisagem muda ao longo do ano.
A fauna do parque A intervenção realizada em Huerta Otea também procura proteger e dar a conhecer a fauna do ambiente. Ao longo do ano podem ser observadas garças, patos, peixes e insetos que habitam nas margens do Tormes. O murmúrio da água e o canto das aves transformam cada passeio numa experiência sensorial.
Foram instaladas caixas-ninho para distintas espécies de aves e um hotel de insetos, desenhado para oferecer refúgio e favorecer a reprodução de abelhas, joaninhas, borboletas, traças, escaravelhos e outros polinizadores.
Sala das energias Nesta zona, painéis explicativos introduzem o visitante no mundo das energias renováveis, o seu funcionamento e os seus benefícios ambientais.
Estufa Completando este conjunto botânico encontra-se a estufa, dotada de um moderno sistema de climatização -telas de sombreamento, controlo automatizado de temperatura e humidade e uma ligação à caldeira de biomassa da Sala Ambiental- que garante um ambiente sustentável e eficiente onde proteger a coleção de laranjeiras durante todo o ano.
Arredores de Huerta Otea Quem desejar prolongar o percurso pode continuar em direção sudoeste até chegar à passarela ciclo-pedonal Tejares–Huerta Otea, que conduz às hortas urbanas. Também é possível seguir a vereda do rio até à nora de sangue. É um percurso perfeito para desfrutar com animais de estimação e descobrir como natureza e cidade convivem em equilíbrio.
Ao longo do percurso foram colocadas várias esculturas que animam o passeio pelo parque:
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A escultura dedicada a A maternidade, de Marino Amaya, na qual se representa uma mãe brincando com seus 5 filhos.
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A obra Amar sem batimento, de Jesús García Trapiello, avô de um neto falecido durante a gestão, situada junto ao lago do parque.
