Salamanca
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CAMPO DE SAN FRANCISCO

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O Campo de San Francisco é o jardim mais antigo de Salamanca. A sua origem remonta ao século XVIII, quando foi criado sobre um amplo terreno baldio situado em frente ao Convento de San Francisco el Real, do qual recebe o seu nome. Ao longo dos séculos, o parque sofreu inúmeras transformações.

Hoje, passear pelos seus caminhos sob a sombra de uma arvoredo maduro é quase como percorrer um pequeno fragmento da história de Salamanca. Fontes, esculturas e recantos charmosos recordam o seu passado, enquanto o seu ambiente tranquilo o torna um lugar perfeito para relaxar no coração do centro urbano.

Atualmente, o Campo de San Francisco é muito mais do que um jardim histórico: conta com uma zona infantil, uma área biossaudável com aparelhos de exercício para adultos e uma cafetaria com esplanada que convida a desfrutar do ambiente com calma.

O Parque de São Francisco é um espaço carregado de história que tem acompanhado o desenvolvimento da cidade ao longo de vários séculos. A sua atmosfera tranquila, as suas árvores centenárias e as suas fontes e esculturas tornam-no num lugar de passeio e descanso, onde o passado e o presente se entrelaçam em cada canto.

Até finais do século XIX, o Campo de São Francisco situava-se nos arredores de Salamanca, junto à Porta de São Bernardo da Cerca Nova. O seu nome fazia referência à ampla esplanada que se estendia em frente ao Convento de São Francisco o Real, em cujos arredores se concentravam destacados monumentos da cidade, como o Colégio Maior do Arcebispo Fonseca, a Igreja da Vera Cruz, o Convento das Úrsulas, o Palácio de Monterrey ou a Igreja da Puríssima.

Este jardim ficou ligado na memória coletiva a importantes personagens da história e da literatura contemporâneas. Miguel de Unamuno manteve um estreito vínculo com o Campo de São Francisco. Pouco tempo depois de se instalar na cidade, alugou uma casa junto a este espaço conhecida como a “Casa de los Azulejos”. Este parque tornou-se num dos seus locais prediletos. A sua última residência, situada na Rua Bordadores, também se encontrava muito próxima do parque, o que reforçou ainda mais a sua ligação a este lugar. Unamuno evocava-o frequentemente nos seus escritos, utilizando-o como símbolo da vida salmantina e como reflexo do espírito da cidade que tanto amou. Carmen Martín Gaite evocou este recanto salmantino no seu romance “El cuarto de atrás”. Nele escreve: «Houve uma temporada em que comecei a levar Dom Quixote de manhã para o Campo de São Francisco, um charmoso parque salmantino de que D. Miguel de Unamuno gostava muito».

Atualmente conta com um parque infantil, um espaço biosaudável com aparelhos de ginástica para adultos, cafetaria com esplanada e zonas verdes com bancos de pedra. Um dos eventos mais singulares que se celebram neste espaço é a tradicional concentração de animais e animais de estimação por ocasião da festividade de Santo Antão. Nesse dia, os Padres Capuchinhos abençoam os animais, numa cerimónia que reúne anualmente inúmeros cidadãos e que se tornou um evento carinhoso e muito esperado.

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