Salamanca
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CAMPO DE SAN FRANCISCO

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O Campo de São Francisco é o jardim mais antigo de Salamanca. A sua origem remonta ao século XVIII, quando foi criado sobre um amplo descampado situado em frente ao Convento de São Francisco o Real, do qual toma o seu nome. Ao longo dos séculos, o parque tem experimentado inúmeras transformações.

Hoje, passear pelos seus trilhos à sombra de um arvoredo maduro é quase como percorrer um pequeno fragmento da história de Salamanca. Fontes, esculturas e recantos encantadores recordam o seu passado, enquanto o seu ambiente tranquilo o torna um lugar perfeito para relaxar no coração do centro urbano.

Atualmente, o Campo de São Francisco é muito mais do que um jardim histórico: conta com uma área infantil, uma área biosaudável com aparelhos de exercício para adultos e uma cafetaria com esplanada que convida a desfrutar do ambiente com calma.

O Parque de San Francisco é um espaço carregado de história que acompanhou o desenvolvimento da cidade durante vários séculos. A sua atmosfera tranquila, as suas árvores centenárias e as suas fontes e esculturas tornam-no um local de passeio e descanso, onde o passado e o presente se entrelaçam em cada canto.

O seu nome fazia referência à ampla esplanada que se estendia em frente ao Convento de San Francisco el Real, em cujos arredores se concentravam destacados monumentos da cidade, como o Colégio Maior do Arcebispo Fonseca, a Igreja da Vera Cruz, o Convento das Ursulinas, o Palácio de Monterrey ou a Igreja da Puríssima.

Este jardim ficou ligado na memória coletiva a importantes personagens da história e da literatura contemporâneas. Miguel de Unamuno manteve um estreito vínculo com o Campo de San Francisco. Pouco tempo depois de se instalar na cidade, alugou uma casa junto a este espaço conhecida como a “Casa de los Azulejos”. Este parque tornou-se um dos seus recantos prediletos. A sua última residência, situada na Calle Bordadores, também se encontrava muito próxima do parque, o que reforçou ainda mais a sua conexão com este lugar. Unamuno evocava-o frequentemente nos seus escritos, utilizando-o como símbolo da vida salmantina e como reflexo do espírito da cidade que tanto amou. Carmen Martín Gaite evocou este recanto salmantino no seu romance “El cuarto de atrás”. Nele escreve: «Houve uma temporada em que comecei a levar o Dom Quixote de manhã para o Campo de San Francisco, um parque salmantino recatado de que gostava muito dom Miguel de Unamuno».

Atualmente, conta com um parque infantil, um espaço biosaudável com aparelhos de ginástica para adultos, cafetaria com esplanada e zonas verdes com bancos de pedra. Um dos eventos mais singulares que se celebram neste espaço é a tradicional concentração de animais e mascotes por ocasião da festividade de Santo António. Nesse dia, os Padres Capuchinhos abençoam os animais, numa cerimónia que reúne anualmente numerosos cidadãos e que se tornou um encontro carinhoso e muito aguardado.

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