CUARESMERA 2021
O Museu do Comércio oferece aos visitantes que se dirijam às suas salas, a partir de quarta-feira, 17 de fevereiro, o desenho recortável de uma Cuaresmera, representação simbólica que era pendurada em comércios e em casas para contabilizar a passagem das sete semanas do período quaresmal.
A Cuaresmera era geralmente pendurada numa janela da casa na Quarta-feira de Cinzas e, a cada domingo da Quaresma, uma perna era-lhe arrancada. No Domingo de Páscoa da Ressurreição, era serrada ou queimada com a última perna que lhe restava e celebrava-se esse dia de júbilo com uma suculenta refeição em que a carne voltava a fazer a sua presença na forma de cordeiro, enchidos ou hornazo.
A Cuaresmera era exibida também nas montras dos comércios e mercearias para anunciar a venda de bacalhau salgado, protagonista no tempo de vigília quaresmal, por ser o único que chegava a Castela -conservado em salmoura- e que apresentava grande variedade na sua preparação.