MUSEU DE HISTÓRIA DA AUTOMOÇÃO
1 horaOs acervos provêm de algumas das coleções mais importantes do país, destacando a coleção fundacional da família Gómez Planche e a coleção histórica da Direção Geral de Tráfego, às quais se somam numerosas contribuições de particulares, instituições e mecenas, tanto nacionais quanto internacionais.
Entre as peças mais destacadas, os visitantes podem admirar autênticas joias da história do automóvel. Entre elas encontra-se a réplica do triciclo de Karl Benz (1885), considerado o primeiro veículo impulsionado por um motor de explosão. Também são exibidos um elegante Rolls‑Royce Silver Ghost de 1922, um Cadillac Fleetwood 75 que pertenceu a Francisco Franco e, como peça estrela da coleção, um Hispano‑Suiza de 1930, conservado em seu estado original e reconhecido como o primeiro automóvel declarado Bem de Interesse Cultural na Espanha.
O acervo inclui ainda veículos de competição, como um Amilcar dos anos 20, um Fórmula 1 que foi pilotado por Fernando Alonso e o Jaguar que pertenceu ao Prêmio Nobel Camilo José Cela.
Preço visita livre
- Individual - 5.00 €
- Estudiantes - 3.00 €
- Desempleados - 3.00 €
- Jubilados - 3.00 €
- Grupos (Número mínimo: 10) - 3.00 €
- Niños (Edad máxima: 4) - 0.00 €
O Museu de História do Automóvel de Salamanca está localizado na Plaza del Mercado Viejo, junto ao rio Tormes, no trecho entre a Ponte Romana e a Ponte Enrique Estevan. Ocupa um edifício que foi a segunda central de produção de eletricidade que Salamanca teve.
OS EDIFÍCIOS O MHAS encontra-se numa das zonas mais emblemáticas da cidade, na margem direita do rio Tormes e muito perto da Ponte Romana. No terreno que ocupa foi erguida a antiga igreja românica de San Nicolás de Bari, que chegou a abrigar no século XVI a primeira sala de dissecação anatómica existente em Espanha, ligada à Faculdade de Medicina da Universidade. Os restos visíveis desta edificação podem ser contemplados no rés-do-chão de um edifício de apartamentos próximo.
O complexo do MHAS é composto por dois edifícios. O primeiro é uma construção do final do século XIX que, nas suas origens, funcionou como curtume para o curtimento de peles e que posteriormente se transformou na segunda central elétrica de Salamanca, conhecida desde então como La Fábrica de Luz. É composto por duas naves geminadas que ocupam uma área superior a 1.000 metros quadrados. A nave esquerda foi restaurada respeitando a sua estrutura original, tornando-se uma magnífica mostra das técnicas construtivas industriais da época, visível no final do percurso da exposição.
O segundo é um edifício de nova construção e estética inovadora, obra do arquiteto José Elías Díez. Consiste em três salas, de 1.150 metros quadrados cada uma, onde está instalada a exposição permanente.
O MUSEU O Museu de História do Automóvel de Salamanca foi um dos primeiros museus de Espanha dedicados à História do Automóvel. Surge fruto da colaboração entre o proprietário de muitos dos automóveis expostos no museu -Demetrio Gómez Planche- e a Câmara Municipal de Salamanca. Foi inaugurado no final de setembro de 2002 pelos reis de Espanha Juan Carlos I e Sofía.
No museu é exposta a coleção de Demetrio Gómez Planche, antigo arquiteto técnico, que, com a ajuda da sua família, reuniu durante mais de 40 anos todo o tipo de automóveis, motocicletas, documentos e acessórios relacionados com o mundo automóvel. À coleção de Gómez Planche juntaram-se as contribuições da Direção-Geral de Trânsito, do Centro Histórico Iveco-Pegaso e outras contribuições tanto públicas como privadas.
Os seus fundos reúnem mais de 200 automóveis históricos, alguns únicos, bem como milhares de acessórios relacionados com o automóvel. Além disso, possui uma biblioteca com mais de 3.000 volumes e cerca de 5.000.000 de documentos.
Entre as 140 peças expostas —que rodam periodicamente entre as cerca de 240 que compõem a coleção— o visitante pode admirar autênticas joias da história do automóvel. Destaca-se o triciclo patenteado em 1885 pelo engenheiro alemão Karl Benz, considerado o primeiro veículo impulsionado por um motor de explosão. Podem também ser contemplados um elegante Rolls‑Royce Silver Ghost de 1922, um Cadillac Fleetwood 75 que pertenceu a Francisco Franco e, como peça estrela da coleção, um Hispano‑Suiza de 1930 conservado no seu estado original, já que nunca necessitou de restauro.
O Museu de História do Automóvel de Salamanca (MHAS) alcançou um marco histórico em fevereiro de 2026, tornando-se o primeiro museu de Espanha a obter a acreditação oficial como Serviço Técnico de Veículos Históricos sob a norma internacional ISO17020. Este reconhecimento técnico é uma "menção de honra" implícita à qualidade, profissionalismo e especialização da sua oficina mecânica, encarregada do restauro e manutenção das peças da coleção.
Cada sala está organizada para que os visitantes possam conhecer a história do automóvel de forma cronológica e temática, combinando veículos, objetos, documentação e recursos interativos que tornam a experiência atraente e educativa para todas as idades.
Entrada – Conheça a família Gómez Planche e descubra objetos pessoais e curiosidades que inspiraram a criação do museu. Sala I · Pré-história do automóvel – Primeiros inventos e experimentos, desde o eolípila de Herón até o “Carro de fogo” de Cugnot. Sala II · Proto-história – Os primeiros automóveis com motores de combustão interna: triciclo de Benz, projetos de Daimler e quadriciclo de Renault. Sala III · Alta transição (1899–1935) – Carros históricos e emblemáticos como o Ford T, Hispano-Suiza e Rolls-Royce; além da oficina de carroceria de Demetrio Gómez. Sala IV · Baixa transição (1935–1950) – Carros práticos e econômicos adaptados ao pós-guerra, com modelos destacados da Fiat. Sala V · Etapa integrada (1950–1970) – Esta etapa reflete a modernização do automóvel, com designs mais aerodinâmicos e confortáveis. Destacam-se veículos como o Cadillac “El Dorado”, os carros de Carmen Polo (Citroën DS-23 “Tiburão” e Mercedes 450), um Fórmula 1 de Fernando Alonso e o Jaguar de Camilo José Cela.
O Museu de História do Automobilismo de Salamanca abriga uma das coleções mais completas e valiosas do país. Mais de 140 veículos em exposição permanente, juntamente com milhares de peças, acessórios e objetos relacionados ao mundo do automóvel, permitem percorrer a evolução técnica, estética e cultural desta invenção que transformou a vida moderna.
A coleção permanente se sustenta em dois pilares fundamentais: a coleção Gómez Planche, origem do museu, e a coleção histórica da Direção Geral de Trânsito, às quais se somam contribuições de particulares, instituições e mecenas nacionais e internacionais.
ENTRADA
Assim que a visita começa, o museu convida a conhecer a família Gómez Planche, alma do projeto. Fotografias, objetos pessoais e peças curiosas —como uma maquete de um Ferrari feita em prata por um joalheiro de Salamanca— ajudam a entender sua paixão pelo motor. Entre os elementos mais cativantes destaca-se um carrinho de pedais amarelo: o presente de Reis que Demetrio Gómez Planche recebeu quando tinha apenas cinco anos.
SALA I · PRÉ-HISTÓRIA DO AUTOMÓVEL
Antes que existissem os carros tal como os conhecemos, houve séculos de engenho, experimentos e sonhos para conseguir que uma máquina pudesse mover-se por si só. Esta sala mostra esse fascinante caminho prévio ao automobilismo moderno.
-
Eolípila de Herão de Alexandria (século II a.C.): uma pequena máquina movida a vapor que, embora simples, é considerada o primeiro artefato capaz de gerar movimento autônomo.
-
Máquina Spinta dal Vento de Giovanni Fontana (1420): um veículo impulsionado pelo vento, exemplo de como a imaginação buscava alternativas à força animal.
-
Veículo de engrenagens de Leonardo da Vinci: uma amostra do talento visionário de Leonardo, que imaginou mecanismos que se adiantariam séculos ao seu tempo.
-
“Carro de fogo” de Cugnot (1770): o primeiro veículo autopropulsado da história. Com ele se encerra esta etapa prévia ao nascimento do automóvel moderno.
SALA II · A PROTO-HISTÓRIA Aqui começa realmente a aventura do automóvel. Os inventores começam a substituir o vapor por motores de combustão interna, que funcionavam com benzeno, um produto que então se comprava em farmácias. Embora os carros de cavalos seguissem dominando as ruas, a revolução já estava em andamento. Peças destacadas:
-
Triciclo de Benz (1885), considerado o primeiro automóvel da história.
-
Planos do veículo de Daimler, precursor do que mais tarde seria Mercedes-Benz.
-
Quadriciclo de Renault (1898), o primeiro carro construído por Louis Renault quando tinha apenas 21 anos.
SALA III · ALTA TRANSIÇÃO (1899–1935)
Esta etapa é uma das mais emocionantes: o automóvel deixa de ser uma invenção experimental para se tornar um produto real. Surgem fabricantes por toda a Europa e América, e as famílias abastadas começam a trocar suas carruagens por carros.
O grande salto chega com Henry Ford, que em 1908 lança o Ford T e, poucos anos depois, introduz a fabricação em série. Graças a isso, os carros se tornam mais baratos e chegam a muito mais gente. O modelo exposto no museu foi reconstruído peça a peça por Gómez Planche após localizar seus componentes em diferentes desmanches.
Outras peças destacadas:
-
Hispano-Suiza Granada 60, um símbolo do automobilismo espanhol.
-
Veículos históricos como Rolls-Royce, o Amilcar de corrida de Dom Jaime de Bourbon, modelos da Hispano-Suiza, Berliet e o Citroën 5 que Alfonso XII utilizou quando era príncipe.
-
A oficina de carroceria de Demetrio Gómez, onde se conserva a primeira máquina de solda de Castela e Leão.
**** SALA IV · BAIXA TRANSIÇÃO (1935–1950)****
A Segunda Guerra Mundial marca profundamente esta etapa. A falta de materiais e as dificuldades econômicas obrigam a fabricar carros menores, práticos e acessíveis.
Os modelos da Fiat são um bom exemplo de como a indústria se adaptou a tempos complicados.
SALA V · ETAPA INTEGRADA (1950–1970)
Após a guerra, o design automobilístico entra em uma etapa de modernidade: carrocerias mais integradas, linhas aerodinâmicas e maior conforto.
Muitos dos veículos expostos nesta sala não só se destacam pelo seu design, mas também pelas histórias que carregam. Entre eles:
- Cadillac “El Dorado”, utilizado para receber estrelas de cinema e toureiros no aeroporto.
- Dois carros de Carmen Polo: um Citroën DS-23 “Tubarão” para a cidade e um Mercedes 450 para viagens longas.
- Um Fórmula 1 de Fernando Alonso.
- O Jaguar do Prêmio Nobel Camilo José Cela.